Os vírus que mais causaram problemas aos internautas na história

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emali-securityNós esperamos até o computador ficar inutilizável de tão lento e estamos sempre nos desculpando pela falta de tempo para não atualizar os softwares de proteção, mas os vírus são sempre uma preocupação para os usuários.

Seja por danos à eficiência do computador, medo de perder arquivos ou ter a privacidade invadida, a geração que tornou-se dependente da informática para sobreviver está sempre atenta aos malwares. Informações da PSafe, distribuidora de antivírus gratuitos, afirmam que o medo de ter informações sigilosas acessadas, uma situação passiva de prevenção, continua sendo o principal motivo da não-aderência dos usuários aos serviços online.

Embora diariamente novos executáveis contaminados sejam criados, o combate a eles também está desenvolvendo-se mais rápido. O site Mashable reuniu os vírus que mais abalaram a rede de computadores em todos os tempos. O mais recente deles data de 2004. Será que o pior já passou?

I Love You (2000): Um simples e-mail com conteúdo romântico levava um arquivo em anexo que infectava as máquinas ao ser executado e roubava dados pessoais e de segurança. Posteriormente, repassava o malware também por e-mail com o nome do dono do PC. Na época, causou estrago em 500 mil computadores, com prejuízos de até US$ 15 bilhões no mundo.

Code Red (2001): Uma falha nos sistemas Windows NT e 2000 permitiu que esse worm invadisse cerca de um milhão de máquinas pelo mundo. Como efeito, ele conseguia derrubar diversos sites na rede e páginas importantes como a da Casa Branca sofreram com ações de hackers.

Slammer (2003): Também chamado de Sapphire, o vírus atacava hosts e conseguiu deixar milhares de conexões lentas e até derrubar algumas delas. Sistemas do Bank of America e até de números de emergência nos Estados Unidos foram gravemente afetados.

Sobig.F (2003): Causou grande estrago por ser um vírus que funcionava também como cavalo de tróia. Enviado por e-mail, o malware infectava a caixa de entrada do usuários remetendo centenas de mensagens para o mesmo usuário. O flood causava lentidão e até queda nos sistemas.

MyDoom (2004): Também enviado pelo e-mail, o MyDoom roubava toda lista de mensagens dos usuários de Outlook instantaneamente. Dados, mensagens particulares e tudo mais embutido na conta eram roubados.

Empresa apresenta modelo de disco rígido com gás hélio

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04130122319A HGST (Hitachi Global Storage Technologies), subsidiária da companhia Western Digital, anunciou o primeiro modelo de hard disk drive selado em hélio. O gás, conhecido popularmente por fazer os balões flutuarem e por deixar a voz humana com som engraçado, é um sétimo mais leve que o ar, e por essa razão traz inúmeras vantagens aos componentes computacionais.

Ao substituir o ar desses equipamentos com o gás hélio, o Ultrastar He6 reduz a turbulência da rotação dos discos, e por consequência diminui também o consumo de energia e o aquecimento do HD durante o processamento.

A resistência provocada pelo ar nos modelos atuais limita o número de pratos que podem ser empilhados dentro de uma unidade de hard drive. Hoje, os HDDs comercializados contam até com cinco pratos de disco, colocados um sobre o outro. Uma unidade selada em hélio reduz a resistência e o volume do ar e permite que os pratos sejam dispostos de forma mais próxima. Nesse modelo, é possível incluir até sete pratos em um único drive, o que aumenta a capacidade de armazenamento de dados.

Além disso, a menor resistência do hélio em relação ao ar exige menos do motor para a rotação dos pratos, o que se traduz em um menor consumo de energia para o funcionamento do HD. Com menos energia e menor atrito, o hard drive produz também menos calor e menos barulho.

Equipando data centers

Dessa maneira, o Ultrastar He6 oferece um ganho de 50% em capacidade de armazenamento por unidade, e reduz em até 23% a necessidade de energia. A HGST destina esse equipamento, inicialmente, para as grandes empresas da área de tecnologia, computação e armazenamento de dados na nuvem, com o objetivo de equipar data centers, otimizando espaço e ampliando a capacidade.

Algumas companhias já estariam interessadas nos HDs selados em hélio da Western Digital. A Hewlett-Packard considera equipar seus servidores com esse modelo. A Netflix também estaria testando esses equipamentos em sua infraestrutura de transmissão audiovisual via streaming. E até o CERN pode utilizar o Ultrastar He6 para armazenar seus dados de pesquisa.

Sua Internet pode estar lenta e a culpa é do Google DNS

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google-dnsO Google retirou o serviço de DNS do Brasil e isso pode ser o resultado do Marco Cível da Internet. O DNS funciona como um sistema que traduz endereços IP para nomes de domínios, e usar um serviço confiável e rápido, aumenta a velocidade dessa tradução. Com a descontinuidade do serviço no país, o DNS passa a responder somente nos Estados Unidos, que diminui a velocidade da rede.

O próprio Google está oferecendo o serviço Namebench, que determina qual o DNS mais rápido para a sua conexão. Baixe Namebench (disponível para Windows, Mac e Linux) e após o programa rodar o diagnóstico, configure sua conexão, tornando a tradução mais rápida em sua rede.

Google planeja vencer a morte.

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google_vencer_morteRecentemente, o Google anunciou a nova empresa de seu conglomerado: a Calico, ou California Life Company.
Como o nome sugere, o objetivo da companhia é contornar o envelhecimento e prolongar a vida.
Imortalidade parece uma meta bastante surreal.
Qual será a abordagem prática do Google?
O que as pesquisas científicas falam sobre o assunto?

A Calico foi criada para pesquisar o envelhecimento e suas doenças associadas. Em uma coletiva de imprensa, o Google disse que vai concentrar grande parte de seus esforços em condições como a doença de Alzheimer, câncer e doenças cardíacas.

E isso foi tudo que a empresa falou. Na ausência de qualquer informação concreta, muitos comentaristas têm especulado o que a Calico de fato irá fazer. Uma das sugestões é que ela coletará grandes quantidades de informação de pacientes e as analisará para ajudar a acelerar o caminho das descobertas de saúde.

Aubrey de Grey, um especialista no campo da medicina regenerativa, disse à CNN que é muito cedo para especular sobre a abordagem da Calico. “Eu acho que é vital manter em mente que não há essencialmente nenhum conhecimento sobre sua direção planejada e ênfase, e qualquer suposição de que ela vai ter uma abordagem fortemente baseada em dados não é mais que um palpite”, disse.

No entanto, ele não acha que a Calico irá limitar o seu foco para uma única doença. “As declarações de Page e Levinson [CEO da Google e da Calico, respectivamente], até agora, indicam fortemente que a ênfase não será apenas o câncer, ou mesmo apenas uma série de doenças específicas, mas o envelhecimento em si”, opina.

João Pedro de Magalhães, biólogo português que lidera o grupo Genômica Integrativa do Envelhecimento da Universidade de Liverpool (Reino Unido), concorda. “Pelo que eu li, eu não acho que a empresa vai se concentrar principalmente no câncer.
Larry Page afirma claramente que solucionar o câncer ‘não é um grande avanço quanto se poderia pensar’. Isso lembra o que os especialistas que estudam o envelhecimento vêm dizendo há algum tempo: para realmente fazer a diferença na saúde humana e na longevidade, você precisa enfrentar o processo de envelhecimento, ao invés de doenças individuais relacionadas à idade”, comenta.

Existe uma ampla gama de tecnologias e terapias que prometem a tão esperada extensão da vida. Confira algumas delas, que estão sendo pesquisadas e testadas, e podem se tornar o foco da Calico:

O Google e a Criogenia.

Criogenia é um processo onde o corpo – ou, ocasionalmente, apenas a cabeça – é suspenso em nitrogênio líquido para ser “preservado” indefinidamente.
A ideia é que, no futuro, o corpo poderá ser reanimado e trazido de volta à vida.

Antes era alvo de celebridades e multimilionários, a criogenia agora está ganhando força entre o público mais amplo. Alguns meses atrás, três funcionários sêniores da Universidade de Oxford (Reino Unido) se inscreveram para ter seus corpos congelados com duas organizações norte-americanas: o Cryonics Institute e o Alcor Life Extension Foundation.

O custo da criogenia pode variar muito. O preço mais baixo no Cryonics é declaradamente US$ 28.000 (cerca de R$ 56 mil) para criopreservação.
A Alcor cobra dos clientes até US$ 200.000 (cerca de R$ 400 mil) por serviços similares. Mas será que funciona?

O Cryonics sublinha em seu site que, por enquanto, os tratamentos são baseados em projeções de tecnologias que ainda não existem. “Acreditamos firmemente que com os avanços incríveis que estão sendo feitos em nanotecnologia e medicina, a criogenia tem o mesmo potencial para se tornar uma realidade cotidiana em um futuro não tão distante”.
Também afirma que “o objetivo da criogenia é parar o processo de morte o mais rápido possível após a morte legal, dando a futuros médicos a melhor chance possível de reviver o paciente através da reparação ou substituição de tecidos danificados, ou mesmo órgãos inteiros usando computação avançada, nanotecnologia e equipamentos e procedimentos médicos”.

Crioterapia.

Esse campo, relacionado à criogenia, ganhou fama nos esportes, com treinadores imergindo seus atletas em câmaras de crioterapia durante ou após exercícios em uma tentativa de ajudar a curar ferimentos. O time de futebol francês utilizou crioterapia durante a Taça dos Campeões Europeus em 2012, e o time de rugby do País de Gales também já testou o tratamento.

Câmaras crioterapêuticas expõem os jogadores a temperaturas muito baixas – cerca de menos 160 graus Celsius por curtos períodos de tempo.
Alguns teóricos acreditam que isso pode ajudar a acelerar a recuperação do corpo, mas outros dizem que a evidência é insatisfatória.

Telômeros e animais imortais.

Em 2012, um grupo de cientistas da Universidade de Nottingham (Reino Unido) descobriu uma espécie de verme que pode se dividir “potencialmente para sempre” e, assim, curar a si mesmo. Outra criatura “imortal” descoberta recentemente é a água-viva Turritopsis dohrnii.
Alguns pesquisadores esperam que esses achados proporcionem uma nova visão de como pode ser possível aliviar o envelhecimento em células humanas.
Nossas células-troncos envelhecem, e por isso se tornam menos capazes de substituir células especializadas nos tecidos do nosso corpo. Já nos vermes, por exemplo, as células-tronco são de alguma forma capazes de evitar esse processo de envelhecimento. Os pesquisadores acreditam que a chave para atingir isso nos humanos está na compreensão da função dos telômeros – as extremidades de um cromossomo que protegem as células contra a degradação. Eles pensam que, se encontrarmos uma maneira de preservar os telômeros, estaremos mais perto de derrotar o envelhecimento.

Clonagem e substituição de partes do corpo.

Outra importante área de investigação é a criação e substituição de órgãos. Muitas pessoas morrem devido à falência de órgãos, então não depender de doadores seria um grande passo para a medicina.
Os cientistas já implantaram com sucesso rins cultivados em laboratório, em ratos. Se a terapia puder ser replicada a um custo acessível nos seres humanos, poderia revolucionar a saúde. Os primeiros trabalhos para a criação de órgãos usando impressoras 3D produziram resultados promissores.

Nanotecnologia.

A substituição de órgãos provavelmente será apenas parte da solução, no entanto. Muitos cientistas acreditam que a longevidade através da reparação do corpo humano necessita de um enfoque mais amplo.
Alguns creem que a nanotecnologia pode ser capaz de ajudar a curar doenças.
A implantação de pequenos robôs (ou nanobots) no corpo humano pode ajudar a superar os problemas de replicação do DNA incorreta – uma das causas centrais do envelhecimento.
A pesquisa nanotecnológica é interessante, mas pode estar mais longe de encontrar uma solução para o envelhecimento do que outros tratamentos biomédicos mais tradicionais.

Cientistas criam HD que pode durar 1 milhão de anos

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hd_duravelApesar do aumento da capacidade de armazenamento, os HDs magnéticos de hoje têm vida útil relativamente curta – mantidos em condições ideais, preservam os dados por cerca de uma década. Mas pesquisadores da Universidade de Twente querem mudar esta história com um disco rígido que pode durar 1 milhão de anos, apelidado de “gigayear”.

A ideia é criar uma tecnologia que possa preservar tudo que foi produzido pela humanidade, entre músicas, livros, filmes e fotos, até o “fim dos tempos”. Para isso, os cientistas utilizam um conceito simples: todos os dados são registrados em linhas, que formam um padrão marcado – um código QR, basicamente – em um disco metálico bem fino. Ele é, por fim, coberto por uma camada protetora, que evita a corrupção das informações.

O círculo em que fica gravado o QR code é feito de tungstênio, que tem alto ponto de fusão – para derretê-lo, é preciso colocá-lo sob 3.422 graus celsius – e baixo coeficiente de dilatação. A “barreira”, por sua vez, é feito de nitreto de silício (Si3N4), que também se dilata pouco dependendo da temperatura a que é exposto. A combinação é capaz de resistir bravamente por 1 milhão de anos – ou até 1 bilhão –, de acordo com testes de envelhecimento acelerado feitos no laboratório.

Resistência – Alguns fatores, no entanto, precisam ser considerados antes de colocarmos os discos rígidos eternos no posto de “definitivos”, como bem lembrou o Technology Review, do MIT. O processo de envelhecimento é feito em um ambiente controlado, e é bem provável que os HDs “gigayear” não resistam a situações adversas – um incêndio já seria capaz de acabar com tudo que o aparelho estivesse guardando, por exemplo.

Ainda assim, os cientistas da universidade holandesa parecem estar no caminho certo. Testes realizados pela equipe colocaram os discos sob um calor de 445 graus Kelvin (cerca de 171 °C) – e os dispositivos não sofreram dano algum. Problemas foram surgir apenas nos 848 °K (574 °C), havendo perda de informações, mas sem comprometimento da estrutura em si. E a ideia dos pesquisadores é deixar os HDs “gigayear” ainda mais resistentes, de forma que todo o conteúdo já produzido pela humanidade hoje chegue intacto a civilizações do futuro.

Jovem norueguês se torna milionário investindo somente US$ 26,60.

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43Investimento na moeda virtual Bitcoin permitiu que Kristoffer Koch comprasse um apartamento na região mais rica de Oslo, capital da Noruega

Em 2009, o jovem Kristoffer Koch decidiu investir 150 coroas norueguesas (aproximadamente US$ 26,60) na compra da então recém-criada moeda virtual Bitcoin. Porém, em vez de acompanhar seu investimento, ele simplesmente se esqueceu do que tinha feito e levou sua vida normalmente.

Foi somente em abril deste ano, após a moeda ganhar destaque na mídia internacional, que Koch se lembrou do que havia feito. Ao conferir o quanto seu investimento havia compensado, ele se surpreendeu ao descobrir que possuía nada menos que 5 mil Bitcoins, valor equivalente a US$ 885,5 mil, ou 5 milhões de coroas norueguesas.

Ao transformar um quinto do valor possuído, ele foi capaz de comprar um apartamento em Toyen, uma das regiões mais ricas da cidade de Oslo. Segundo Koch, embora inicialmente ele tenha sido criticado por sua namorada, ela mudou de tom ao saber do que havia acontecido.

“Ela acredita que eu gasto muito dinheiro em um monte de besteiras. Compro muitos itens técnicos que não tenho tempo para usar, e isso foi o pior que já fiz, comprar dinheiro falso”, explicou o jovem ao site News.com.au. Após a descoberta de que Koch havia ficado milionário, sua companheira passou a afirmar que ele deve comprar aquilo que corresponde a suas vontades.

Como a desigualdade social explica o PS4 de 4k

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PS4GoldUm texto de uma frase no blog do Playstation no Brasil desencadeou uma reação em cadeia nas redes sociais: como é possível que um videogame de 400 dólares nos EUA custe R$ 4 mil no Brasil? Nem mesmo a justificativa padrão dos empresários, de que “os impostos são muito altos no Brasil”, é capaz de justificar um preço que é quase o dobro do preço do concorrente direto.

Para começar, é conveniente fazer um cálculo direto, considerando que o valor do console nos EUA já tem embutido em si uma margem razoável de lucro. São 400 dólares no videogame. Normalmente, o governo cobra uma alíquota de 60% na importação sobre o preço original, elevando o valor do produto para US$ 400 + (60% x US$ 400) = US$ 640. Além disso, podemos inserir, sendo muito generosos, um custo de 10% do valor total do produto, já com impostos para serviços de logística: US$ 640 + (10% x US$ 640) = US$ 704.

Atualizando esse número com uma cotação GENEROSA do dólar, que segue instável no Brasil, temos que o custo final de um Playstation 4 no país deveria ser:

US$ 704 x R$ 2,40 = R$ 1689,60.

Vamos arredondar para R$ 1700,00, com custo de transporte e com os impostos cobrados. E daí constatamos que os R$ 2.300,00 adicionais que a Sony vai cobrar no console são APENAS lucro adicional.

Mas por que isso acontece no Brasil? E por que acontece não apenas com vídeo games, mas com eletrônicos em geral, com carros, com casas, com taxas bancárias, com produtos de supermercado e de todas as demais coisas que o brasileiro consome?

É simples: embora as multinacionais tentem justificar seus preços abusivos com a falácia do Custo Brasil (sim, ele realmente atrapalha, mas não é tão determinante assim), a questão é que no Brasil a maioria das empresas internacionais cobra preços abusivos por seus produtos, mesmo que eles tenham sido fabricados aqui. E essa tentativa de maximização de lucros dá certo por um único motivo: há um público específico que compra esses produtos, mesmo que eles custem preços abusivos.Quem é esse público específico? A parcela dos mais ricos, em um país com extenso históricos de desigualdades sociais. No Brasil, a parcela de 1% dos mais ricos tem 87 vezes a renda da parcela dos 10% mais pobres. O que, a rigor, significa que eles consomem 87 vezes mais. Ou até mais, se considerarmos que nosso sistema tributário, baseado mais na tributação do consumo do que na tributação da renda, tem efeito impulsionador na desigualdade social no país.

Ainda há um agravante: no Brasil, a diferenciação se dá através do consumo. Culturalmente a ideia de ascensão social no Brasil não se baseia na criação de uma poupança interna ou na qualidade de vida das famílias, mas na noção de consumo. O próprio governo federal se aproveitou disso em seus três mandatos, promovendo um modelo de desenvolvimento baseado no incentivo ao consumo.

As empresas sabem disso, e fazem produtos voltados a esse público que quer diferenciação. É o videogame de R$ 4 mil, o carro de R$ 100 mil, e é a eclosão de estabelecimentos “gourmet”, que oferecem produtos bem mais caros apenas porque o público que vai comprar não quer apenas o produto, e sim o status diferenciado que o consumo daquele produto confere. Karl Marx já falava disso há 150 anos atrás, com o nome de “fetiche da mercadoria”.

A questão é que a desigualdade social potencializa isso no Brasil. A diferença entre ricos e pobres ainda é imensa no país e a venda de um produto desejado por alguns que vão comprá-lo por qualquer preço, como um videogame, por conta do fanatismo e do status social, incentiva as empresas a cobrarem preços absurdos em nome do lucro fácil. Façamos uma conta tosca aqui:

Suponhamos que 25% dos potenciais compradores de um PS4 compraria ele por qualquer preço, pelos fatores já elencados. E suponhamos que o custo para a Sony de um PS4 no Brasil seja de R$ 1500,00, já incluindo impostos, custo de transporte e pós-venda.

Se a Sony colocar o preço do PS4 a R$ 2000,00, por exemplo, quantos consoles ela precisaria vender para lucrar R$ 1 milhão?

A resposta é simples: R$ 1 milhão / R$ 500 de lucro por console = 2000 consoles.

Colocando o preço do PS4 a R$ 4000,00, a Sony precisaria vender quantos consoles para lucrar R$ 1 milhão?

Resposta: R$ 1 milhão / R$ 2500 de lucro por console = 400 consoles.

Se você dividir 400 por 2000, vai perceber que a Sony, quando pratica um preço abusivo, precisa vender APENAS 20% dos videogames para ter o mesmo lucro que teria se vendesse o console a um preço justo. E se a empresa sabe que 25% dos potenciais consumidores são fãs, tem dinheiro e vão comprar o Playstation 4 de qualquer jeito, ela prefere praticar o preço abusivo, porque isso vai resultar na maximização dos lucros da empresa, apesar da corrosão da sua imagem.

Ou seja: a desigualdade social e a existência desse grupo privilegiado faz com que seja justificável, para a Sony, praticar preços abusivos no Brasil. Assim como é justificável para a Apple, para as montadoras ou para as incorporadoras imobiliárias. Nos EUA e na Europa, em que a massa de consumidores médios é maior e tem mais noção do custo e da margem de lucro embutida nos produtos, a tentativa de maximização dos lucros pelo aumento dos preços, minimizando a massa consumidora, é um enorme tiro no pé.

No Brasil, por ainda existir uma elite bastante representativa em relação ao universo de potenciais consumidores desse tipo de produto, as empresas praticam preços abusivos. É lógico que outros fatores também contribuem negativamente, como a infraestrutura de transportes do país, predominantemente rodoviária, e a alta carga de impostos. Mas nem de longe explicam a viabilidade de empresas como a Sony praticarem preços abusivos no Brasil e ainda assim lucrarem. O que explica isso, além do fetiche da mercadoria, é a desigualdade social.

Google patenteia gesto de coraçãozinho para usar no Glass

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hearthandsO Google patenteou o chamado gesto do “coraçãozinho”, feito com as duas mãos. A empresa poderá usar o movimento como um comando dos óculos conectados Google Glass para “curtir” coisas no mundo real.

Segundo o The Verge, a câmera do Glass seria capaz de identificar o gesto para entender o comando e gostar de um determinado objeto ou cena vista através dos óculos.

Com essa tecnologia, as novas possibilidades de criação aplicativos de realidade aumentada são incontáveis, já que, inicialmente, o Glass é controlado apenas por voz.

No entanto, até o momento, o Google não se pronunciou sobre como usará a novidade.

Cá entre nós, é mais um absurdo da legislação sobre patentes e propriedade intelectual. Patentear um gesto humano? Será que vão cobrar dos jogadores de futebol que comemoram dessa forma quando fazem gol?Diversas empresas investem em tecnologias de realidade aumentada, mas a maioria delas é do mundo dos games, como é o caso dos Oculus Rift e do recém-anunciado castAR, criado por ex-engenheiros da Valve. As tecnologias estão em fase embrionária e, em alguns casos, chegam a causar enjoo nos jogadores.

O Google Glass está em fase beta para desenvolvedores e, de acordo com reportagens da imprensa internacional, ele pode ser lançado em 2014. Ao menos por enquanto, o aparelho custa 1.500 dólares, cerca de 3.235 reais.

Como iniciar uma empresa na internet?

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32Utilize softwares como o Wunderlist. Este é um dos sistemas mais legais que você vai encontrar atualmente e pode ajudar você em praticamente tudo. Enquanto outros softwares são mais complicados, ele preza pela simplicidade e realmente consegue tornar a sua vida mais simples. Quer outras alternativas? Se você utiliza o Mac, o próprio Lembretes é excelente e integrado com o seu iPhone e iPad. Tente também o Rememberthemilk ou ose já quer ir para um sistema profissional voltado a negócios, utilize o CRM Highrise.
Gerencie os seus Projetos

Nada melhor do que estar bem organizado. Enquanto as suas tarefas são mais abrangentes, uma empresa normalmente precisa de projetos. Eles podem ser projetos desde “Iniciar a minha empresa”, que contenha as tarefas como “Registrar nome da empresa no INPI”, “Contratar colaboradores”, “Registrar domínio do site”, “Criar identidade visual” e “Definir modelo de negócios” até um projeto como o desenvolvimento de um website.

O sistema de gestão de projetos mais reconhecido entre os profissionais de internet é o Basecamp. Segundo o site, na semana passada, 5.896 empresas se inscreveram para gerenciar seus projetos com o Basecamp. Entenda porque hoje pode ser a sua vez. Se você busca uma alternativa grátis, o ClockingIT é muito bacana. Não gostou? Tem um site novo que pode te ajudar. Outras alternativas que recomendo são o OrganizeCRM e o Apollo.
Utilize “a nuvem”

O Google Docs é uma evolução impressionante na informática. Se você me perguntar hoje se deve utilizar o Word ou o Pages, eu com certeza vou recomendar o Google Docs. O sistema é on-line, de graça, e permite a colaboração de uma forma nunca vista antes. A qualidade do software é a mesma que os outros sistemas? Não. A escolha está entre trabalhar melhor sozinho ou contar com as outras pessoas para ajudarem você a trabalhar.

O Google Drive permite que você tenha todos os seus arquivos na nuvem. Isso significa que você não precisa se preocupar com backup e acessa todos os seus arquivos do computador, celular, tablet ou tv.
Defina um Modelo de Negócios

O Business Model Generation é uma forma de você criar um modelo de negócios que sustente a sua empresa. A partir de uma folha chamada de canvas do modelo de negócio, você consegue ter a visão geral do seu modelo de negócios. O Blog do Nei é um excelente blog para você conhecer mais sobre o BMG e outras formas de metodologias de negócios como o Lean Startup.
Crie uma identidade

São tantas empresas que se você não se destacar, fica difícil. Uma das primeiras impressões que o seu cliente vai ter é o nome da sua empresa. Saiba mais sobre o processo de naming neste slides.

Você pode utilizar bases já prontas para ajudar a criar uma identidade visual. O GraphicRiver.net faz parte da Envato e disponibiliza uma quantidade impressionante de bases para logos, e muitas outras artes excelentes. A WedoLogos já entregou mais de 1 milhão de identidades visuais e por menos de R$300,00 você recebe até 100 propostas diferentes criadas por designers para o seu projeto. Adquira uma base próxima ao que você deseja no GraphicRiver, solicite as alterações que para os designers da WedoLogos e tenha uma identidade visual de alta qualidade.
Controle Financeiro

É uma das partes chatas para quem não gosta de administração e tem o sonho de ter o seu próprio negócio, mas a gestão financeira é essencial. Não vou entrar em detalhes como contabilidade, bancos e afins, porém um simples controle financeiro pode ser realizar como o Granatum.
Tenha um site

Mais de 25% de todos os sites da internet do mundo inteiro utilizam o WordPress. Estamos falando de empresas como o The New York Times, CNN, Forbes, Sony, UPS e muitas outras. A forma mais simples de ter um site de alta qualidade é com o WordPress.com, e se você já tem já quer ir para um nível mais avançado, o WordPress.org. Para isto, ou você manja, ou contrata uma empresa especializada. Uma dica essencial é utilizar um bom modelo de site, os famosos templates. O ThemeForest (www.themeforest.net) é uma das referências e na minha opinião um dos melhores clubes de tecnologia do mundo. Linkei acima o endereço diretamente para os templates de WordPress. Outra dica bacana é utilizar a busca. Por exemplo, se você quer fazer um site voltado a música, busque por “music “. Se você deseja criar uma rede social para profissionais de música, uma boa alternativa seria pesquisar por “social music”. Fiz a busca e obtive este resultado, com alguns templates excelentes como o JSNNeon e o Live!. Outra dica é conferir a página de descrição do template que apresenta se o tema é otimizado para mecanismos de busca, responsivo e já apresenta uma série de visualizações e imagens pra que você possa avançar os seus estudos. Esta é uma bem completa.
Conteúdo é rei

Os seus clientes precisam de informação. E você precisa fornecer informação para os seus clientes. É uma das formas mais simples de agregar valor ao seu serviço ou produto. Mostre que você conhece o que está vendendo, o mercado, os concorrentes e tudo que está em volta do que você comercializa. Conteúdo é rei é uma das máximas da internet que ainda reina, mas que tem uma complementaridade que é…
Pessoas são reis

A ascensão das redes sociais fez com que a voz das pessoas influenciassem totalmente a compra dos clientes em potencial. Vale muito mais a crítica, positiva ou negativa de alguém que já utilizou o produto ou serviço que você está prestes a comprar do que a descrição comercial do mesmo. Desta forma é importante ter depoimentos de clientes satisfeitos, ficar atento com sites como o ReclameAqui e responder caso você seja apontado como um prestador de serviços que deixou a desejar e o mais importante de tudo, deixar o seu cliente satisfeito. Torne o seu cliente fiel. É raro ver alguém que gritava “Vai Corinthians” torcendo “Pooorco”.
Relacionamento

É a regra de ouro dos vendedores. Mantenha os seus clientes através de um bom relacionamento. Entrar em contato em datas especiais como aniversário do cliente, do filho e enviar um cartão postal no natal é coisa do século passado mas ainda funciona. Nada substitui uma ligação ou um cartão, porque dá trabalho fazer isto, e o seu cliente sabe que dá trabalho. E-Mail ainda é a maior causa de acesso à internet, então e-mail marketing, quando bem feito, pode trazer muitos resultados. São imprescindíveis ações de Feliz Ano Novo, datas comemorativas e assuntos que estejam ligados ao seu mercado. Apresenta que você não apenas está dentro do mundo, do mercado, mas que pode e tem tempo, verba e condições de fazer marketing. E a propaganda ainda pode ser a alma do seu negócio. Existem centenas de plataforma de e-mail marketing na atualidade. O MailChimp disponibiliza o disparo de até 12.000 e-mails por mês para até 2.000 contatos de graças, modelos de e-mail marketing otimizados para celular, uma interface amigável e muito mais.

Atendimento On-Line é uma funcionalidade que pode auxiliar muito o seu cliente. O SnapEngage é um software excelente e o Olark é o padrão da indústria. Responda em menos de 30 segundos qualquer solicitação, não deixe o seu cliente/usuário esperando, utilize caixas de som para auxiliar os seus atendentes a ouvir as mensagens que chegam através do chat, inicie todas as frases com letra maiúscula e finalize com ponto final. NUNCA ESCREVA ASSIM, caso não queira deixar uma impressão rude com o seu cliente, e treine, treine e treine ainda mais quem vai atender. Estes softwares disponibilizam até atalhos para que você possa encaminhar o seu cliente para uma página como em um passe de mágica. É realmente uma experiência inovadora para o seu cliente “ser navegado” e ter um suporte on-line desta forma.

O Contactually é a próxima geração de CRM. Ele te lembra a entrar em contato com as pessoas que você deve fazer follow-ups, disponibiliza templates de mensagens que facilitam a sua vida de uma forma fenomenal e a app para iPhone foi lançada na semana passada. Você não vai acreditar que não tinha pensado nisso antes.
Redes sociais

Para gerenciar as suas redes sociais, utilize o SproutSocial. É a referência, funciona muito bem e vai facilitar muito a sua vida se você tem uma presença significativa nas redes sociais.
Utilize bancos de Imagens

O DepositPhotos tem o melhor custo x benefício em minha humilde opinião, enquanto ninguém chega a qualidade do IstockPhotos e o SXC.hu é grátis e vale a pena conferir antes de comprar alguma imagem mais simples.
Ouça o seu cliente

O ZenDesk é um software excelente para você disponibilizar a criação de tickets de suporte, realizar consultoria on-line e muito mais. Outras alternativas como o UserVoice também são muito boas.
Peça ajuda

Se você não sabe fazer, conte com freelancers ao redor do mundo inteiro que podem ajudar a sua empresa e o seu projeto. O Freelancer.com e o Freela.com.br são dois pontos de contato com profissionais (e amadores) ao redor do mundo. Avalie os portfólios e só contrate profissionais que você acredite que possam te ajudar de verdade, não os mais baratos (que costumam dar mais dor de cabeça do que tudo).

Outras alternativas pra você que busca contratar o desenvolvimento de software fora do país é a IndiaNIC. Na He:Labs você investe R$12.000 e a sua startup vai para o ar em dois dias. A QW3 conta com profissionais mestrados em engenharia de software pela UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos), uma das melhores do mundo e eu confio plenamente no trabalho deles.

A TV paga, como conhecemos hoje, estará morta até 2025 ganhar dinheiro

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Kevin Spacey na série  House of Cards - 435x326O que possivelmente poderia acontecer entre agora (2013) e 2025 para transformar serviços como Netflix e Amazon nos jogadores mais poderosos do mundo na terra da televisão – e as maiores redes atuais em meros coadjuvantes? Depois de receber 14 indicações ao Emmy em setembro (2013), o Netflix levou para casa apenas um grande prêmio – um de extrema importância, que marca a primeira vez que uma série que talvez nunca apareça na televisão foi premiada com um Emmy: “House of Cards”, que traz o ganhador do Oscar, Kevin Spacey, como protagonista.ganhar dinheiro.

Da Internet ao estrelato A Internet TV está evoluindo rapidamente – mais que a TV a cabo nos seus melhores dias. Grande parte desse crescimento se deve a séries originais como Orange is the New Black e House of Cards. Em 1988, quando o Emmy começou a aceitar a candidatura de séries da TV fechada, serviços de TV a cabo ganharam 40 milhões de novos assinantes. Mas nenhuma série desse ramo havia sido premiada até 1999, com a Família Soprano – nesse ponto quase 50 milhões de pessoas tinham TV a cabo em casa. Agora, voltando à Internet TV. Quando séries foram aceitas no Emmy em 2008, o Netflix tinha cerca de 3 milhões de clientes. Em 2013, House of Cards ganhou o prêmio de melhor direção por David Fincher – ou seja, o que a TV a cabo demorou 11 anos para fazer, o Netflix fez em cinco. Tradicionalmente, os serviços de streaming de vídeo têm se concentrado principalmente em oferecer conteúdo de Hollywood de alto nível. Mas agora, nessa nova fase, o foco está se deslocando em direção a fornecer conteúdo original. “A fase em que tudo o que fizeram foi alcançar a uma massa crítica de assinantes acabou”, diz Albert Lai, diretor de tecnologia da plataforma de vídeo online Brightcove. “Com a troca para uma programação original é quando os vemos começando a agitar as coisas na indústria.” O Netflix tem funcionado como se fosse uma rede de Hollywood há algum tempo. Na sua declaração a investidores, a empresa se refere a si mesma como “rede de filmes e séries de TV.” E muitos ficaram chocados quando a empresa comprou duas temporadas de House of Cards por 100 milhões de dólares – e por uma boa razão. “O Netflix superestimou House of Cards. Isso por si só pode ou não ser sustentável”, diz o analista de entretenimento digital da IDC Greg Ireland. Mas Ted Sarandos foi muito claro sobre seu desejo de fazer uma grande entrada como um novo tipo de comprador de conteúdo – e provou isso pagando o preço pedido por talentos de nível do Oscar de atores, produção e direção. De qualquer forma, 14 indicações ao Emmy e uma vitória dá um brilho de credibilidade e certamente irá incentivar o Netflix e outros provedores de conteúdo a oferecerem mais programas originais no futuro. A própria empresa já anunciou que pretende dobrar seu volume de conteúdo original que irá transmitir no próximo ano. Com jogadores como Netflix e Amazon em cena, tradicionais meios de produção de séries se tornam menos relevantes. Números crescentes Será que as empresas de streaming de conteúdo provaram outra coisa senão que podem superar as redes tradicionais? Há algo sobre a Internet TV que tanto consumidores quanto estabelecimentos de Hollywood preferem em vez da tradicional programação na TV? Os números parecem sugerir que sim. O Netflix tem 100 milhões de assinantes, 30% deles nos EUA. A Apple vendeu 13 milhões de aparelhos Apple TV. Compare isso com os operadores de TV à cabo. A maior delas, a Comcast, não tem mais de 22 milhões de assinantes. Todas as operadores de TV por assinatura combinadas têm cerca de 95 milhões de assinantes. O começo do fim da TV programada e linear chegará quando os jogadores de Internet tiverem assinantes demais para os detentores de direitos de conteúdo ignorarem, diz Lai. Quando isso acontecer – e pode acontecer mais rapidamente do que muitas pessoas esperam, os proprietários de conteúdo começarão a quebrar seus acordos de conteúdo exclusivo com as operadoras de TV paga. Ireland, da IDC, acredita que chegaremos ao ponto em que as pessoas vão ter que escolher entre TV por assinatura e assinar vídeos online. “Você vai ter um monte de consumidores decidindo se Orange is the New Black ou House of Cards supera Game of Thrones e Breaking Bad”, diz Ireland . “Eles comprarão um ou outro, mas não ambos. Eles podem decidir que os shows da Netflix são mais importantes, mas depois podem assistir a todos os shows e voltar para a TV à cabo.” Na ausência de seu tradicional monopólio sobre o conteúdo premium da TV, empresas de cabo e de satélite não terão muito mais com que atrair novos assinantes ou manter os já existentes. Os custos de conteúdo são altos, e empresas como a Comcast e Time Warner Cable devem passar esses custos para os clientes para obter lucro. Quando o consumidor pode conseguir muito do mesmo conteúdo na Web, o fim deve ficar bem mais próximo. Por que a TV online destruirá o cabo A principal razão é simples: as pessoas querem poder escolher o que assistir e não ficarem presas à uma programação rígida. Os anunciantes também estão motivados a apoiar o conteúdo por streaming. Ao contrário de radiodifusão e TV a cabo, streaming de vídeo é relativamente fácil de quantificar. Um serviço como o Netflix, por exemplo, pode fornecer aos anunciantes números precisos sobre os tamanhos e demografia do público espectador. Empresas de streaming de mídia também devem se beneficiar da popularidade selvagem de séries. Na verdade, o conteúdo de TV que mais amamos simplesmente funciona melhor em plataformas de TV streaming. Pense nisso: o drama moderno é um programa de TV com uma série de episódios vagamente conectados, é um filme de 13 horas dividido em 13 segmentos de uma hora de duração. Esse modelo é perfeito para quem gosta de histórias conectadas e nada facilita melhor esse tipo de visualização que o Netflix. De acordo com um relatório da Nielsen no mês passado, 88% dos membros da Netflix e 70% dos do Hulu Plus dizem terem assistido a três ou mais episódios do mesmo programa de TV em um único dia. Os proprietários de conteúdo dão o tom Migração da TV para a Internet é fundamentalmente uma questão de evolução, não revolução. Os proprietários de conteúdo continuarão a restringir rigorosamente a maneira como o conteúdo de TV pode ser distribuído e consumido, até que isso não faça mais sentido – financeiramente falando. Os proprietários de conteúdos e seus distribuidores exclusivos (cabo, satélite e telecomunicações) pegaram uma grande fatia dos nossos contracheques mensais para si. Durante a próxima década, como a mudança da distribuição a partir de plataformas tradicionais para plataformas de streaming, os proprietários de conteúdo irão garantir que eles recebam a sua quota usual desse dinheiro. Se as empresas de cabo e satélite forem forçadas a sair do negócio de compra e distribuição de conteúdo, elas naturalmente voltarão ao negócio de operar redes de banda larga. Eles são, afinal, o serviço postal que entrega de conteúdo via streaming e cobra tanto remetentes (Netflix e outros) quanto destinatários (consumidores) para realizar transmissões de vídeo em tablets, notebooks e TVs na sala de estar. Quando a TV exibe um fluxo em nossas casas por meio de um tubo de banda larga em vez de um cabo, o serviço pode vir com um “mecanismo de sugestão” em vez de um “guia de programação”, e as marcas nos dispositivos podem ser diferentes. Mas vamos certamente pagar cada bocado pelo conteúdo, como fazemos hoje – se não mais.ganhar dinheiro.

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