No Google estagiários não servem só pra “pegar café” azul

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Owen Wilson and Vince Vaughn in The Internship - 480x360O Google sempre é listado como uma das melhores empresas para se trabalhar, o que resulta em alta concorrência para todas as vagas, incluindo para as de estagiário. O ambiente diferenciado e benefícios servem como um atrativo, mas como é o cotidiano na empresa? Em uma thread no Quora, reportada pelo Business Insider, vários ex-estagiários se reuniram para relatar suas experiências na empresa, que vão muito além do cafezinho para os seus superiores. Confira abaixo:

Estagiários não servem só pra “pegar café” Diferente do que acontece em muitas empresas, os estagiários do Google conseguem ter participação em grandes projetos, como cita Paul Baltescu. Ele estagiou por duas vezes na empresa e trabalhou a rede de displays de publicidade e na busca em mobile, o que melhorou seus dotes de engenharia da computação. Ele diz que primeiro o estagiário recebe um telefonema do seu gestor explicando suas funções, e você pode até mesmo recusar um projeto, caso ele não seja interessante. Por isso, Baltescu diz que a maioria dos estagiários ficam felizes com as áreas em que trabalham. É como uma faculdade Devin Finzer relata que o ambiente colaborativo era bastante semelhante com o que ele conheceu em suas aulas na universidade. Ele aponta que o stress é baixo, embora acredite que nem todos tenham passado pela mesma experiência, e é possível aprender todos os aspectos dos negócios do Google. Outra estagiária, Molly Long, afirma que o ambiente no Google facilita conhecer outros estagiários, interagir com eles e trabalhar juntos.

Praticamente não há segredos Não é porque eles são estagiários que eles ficam de fora dos planos secretos da empresa. Todas as quintas-feiras, Larry Page e Sergey Brin, os fundadores da empresa e altos executivos, respondem questões de várias áreas da empresa por teleconferência, transmitida para todos os empregados do Google. Eles também mostram as novas tecnologias antes do lançamento para receber o feedback dos funcionários. O Google Glass, por exemplo, foi mostrado meses antes de seu anúncio público em uma dessas reuniões. Benefícios! Estagiários também recebem todos os benefícios que os empregados em tempo integral, como comida e bebida grátis, utilização da academia sem custos, lavanderia, aulas de dança, etc.

Eles também recebem benefícios exclusivos nos eventos para estagiários, como paintball, laser tag, ingressos para um jogo do San Francisco Giants (time de beisebol) e uma volta em um iate de luxo pela Baía de San Francisco. Eles também relatam que foi possível viajar para outros campus do Google espalhados pelos Estados Unidos. Não é como no filme “Os Estagiários” Lançado neste ano, o filme mostra os atores Owen Wilson e Vince Vaughn tentando conseguir um cobiçado estágio na empresa. Os verdadeiros estagiários, no entanto, relatam ter tido uma experiência diferente do que foi apresentado na telona. Os benefícios mostrados se aproximam da realidade, mas a competitividade entre funcionários não existe, segundo Molly Long.

As empresas de tecnologia preferem encorajar um ambiente colaborativo, onde as pessoas se ajudam, em vez de se sabotarem

Você é importante, mas ainda é um estagiário Como empregado da empresa, você tem suas responsabilidades, que não são pequenas, mas ainda há uma atitude de muitos dos funcionários em tempo integral de que os estagiários não trabalham para o verdadeiro Google e que são mentalmente e moralmente inferiores por isso. O pagamento é excelente O New York Post relata que os estagiários do Google são os mais bem pagos, recebendo cerca de US$ 20 mil por três meses de trabalho na sede da companhia

Games podem te levar ao sucesso

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aasaSegundo Christina Tynan-Wood da TechHive os games melhoram raciocínio, memória, percepção e habilidades de navegação espacial dos jogadores.

Ela destaca que estudos realizados na Holanda por pesquisadores da Radboud University Nijmegen, aqueles mesmos games que eram considerados viciantes e incentivadores da violência , são responsáveis por incrementar as habilidades de aprendizado dos seus usuários e ampliar suas chances de seguir carreira em tecnologia, engenharia ou matemática. Segundo os autores do estudo, a análise mostrou que os jogos de tiros melhoraram a capacidade do jogador de pensar sobre objetos em três dimensões, mais do que outros tipos de jogos e tão bem quanto um curso acadêmico regular. “Pesquisas anteriores já provaram o valor do raciocínio espacial para obter sucesso em carreiras na área de ciência, tecnologia, engenharia e matemática”, diz Isabela Granic, uma das autoras do estudo sobre jogos e PhD da Radboud University.

Então tai mais um motivo para crianças, garotos(as) e garotões(nas) ficarem a vontade “sem se culparem” do vicio desde que controlado. Como li por ai, “Os Vídeo Games possuem elementos filosóficos que deveríamos tomar consciência para poder fazer um bom uso do jogo, ao invés de ficar hipnotizado e condicionado de maneira automática, como se fôssemos uma peça a mais do jogo”. Minha opinião? Só o tempo mostrará os frutos, torçamos para que sejam bons frutos.fazer facebook

Brasil está entre os cinco maiores países no Instagram

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21O Brasil está entre os cinco maiores países no Instagram. O anúncio foi feito na tarde de hoje (12) durante almoço com jornalistas em São Paulo, o primeiro evento da empresa na cidade. A empresa informou também que tem planos de expandir suas operações no país e que vai contratar em 2014 um gerente regional brasileiro para liderar esse avanço.

Apesar de não revelar o número de usuários no Brasil, o Instagram conta mais de 150 milhões de usuários ativos no mundo. De acordo com Camila Fusco, gerente de comunicação do Instagram e Facebook no Brasil, 60% dos usuários do Instagram estão fora dos Estados Unidos.

Durante o almoço, Camila reforçou a importância do Brasil para a rede social de fotos, lembrando de eventos que levaram muito tráfego à rede, como os protestos de junho e o festival Rock in Rio.

O Instagram concorre com a também americana Mobli, que tem mais de 2 milhões de usuários Brasil e 12 milhões no mundo. A empresa conta com o apoio e investimento de celebridades, como o ator Leonardo DiCaprio, Sabrina Sato e até mesmo Eike Batista. No mês passado, o bilionário Carlos Slim, presidente da América Móvil (detentora da Claro, NET e Embratel) investiu 60 milhões de dólares no aplicativo, que deverá ser embarcado por padrão em alguns smartphones da operadora Claro a partir de

Energia elétrica do país está entre as mais baratas do mundo

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awA tarifa de energia elétrica do Brasil está entre as mais baratas e competitivas do mundo, conforme um estudo comparativo da Associação Brasileira das Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee).

De acordo com o estudo, divulgado hoje (13), em Brasília, o país passou a ter a quarta menor conta de luz residencial entre os 18 países pesquisados, como resultado da Medida Provisória 579, que em 2012 reduziu os encargos setoriais da tarifa de energia elétrica, em 20%, em média.

Segundo o estudo, a conta de energia do brasileiro, que era a 12ª em 2012, hoje fica atrás apenas das registradas nos Estados Unidos, na França e na Finlândia.

Além de reduzir o valor das contas energia elétrica para os consumidores residenciais e industriais, a MP 579 prorrogou no ano passado as concessões de geração e transmissão do setor elétrico.

De acordo com o presidente da Abradee, Nelson Leite, a “tarifa social”, instituída pela MP 579, “tem um efeito muito grande nas regiões mais pobres do país, pois opera no sentido de fazer distribuição de renda entre as regiões, jogando a tarifa para baixo e fazendo uma equalização dos valores de energia elétrica”.

Ele aponta dados do estudo para comprovar essa afirmação: a região onde ocorreu a maior redução foi o Nordeste, onde as contas ficaram 14% mais baratas, com o custo da energia de R$ 387 MWh (Megawatt/hora) para R$ 332 MWh, seguido da Região Norte (10%), Sudeste (3%), Sul e Centro Oeste (2%).

A redução média no Brasil foi de 5%, de R$ 356 MWh para R$ 339 MWh.

De acordo com o estudo da Abradee, a tarifa industrial de usuários da média tensão, sem impostos, também sofreu os efeitos da MP 579 e da revisão extraordinária da Aneel, que permitiu ao setor produtivo reduzir custos com a energia elétrica e tornar o segmento mais competitivo.

Na comparação entre os países, a tarifa industrial brasileira, em 2012, era 14ª colocada e, com a mudança, avançou sete colocações, passando a ser a oitava mais barata.

A Abradee realiza periodicamente estudos de comparação internacional de tarifas de energia elétrica para averiguar o grau de tributação incidente sobre esse serviço, relacionar efeitos sobre o orçamento familiar e a competitividade industrial, e compreender as principais questões que influenciam na diferenciação de tarifas entre os países selecionados, bem como entre as regiões brasileiras.

Como referência, a pesquisa utilizou informações no Ano Base de 2012, oriundas da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), EuroStat (provedor de informações estatísticas da Comunidade Européia) e da Agência Internacional de Energia.

Como prolongar a vida útil de uma bateria apartamentos para aluguel em santos

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1Os truques para maximizar a vida útil de uma bateria de íons de lítio, ou seja, o número de vezes em que ela pode ser recarregada antes que deixe de reter uma carga, são básicos. Há três coisas que podem acelerar o “envelhecimento” de uma bateria: drená-la constantemente até o ponto onde o aparelho onde ela está se desliga sozinho, calor e nível ou voltagem de carga excessivos. O último fator na verdade é perigoso, e pode levar a incêndios e até mesmo explosões.

O númerio de ciclos de recarga possível em uma bateria de íons de lítion cai de acordo com até que ponto ela é drenada regularmente. Você pode conseguir até 5 mil ciclos se descarregá-la até no máximo 90% de cada vez, e talvez apenas algumas centenas de ciclos se deixá-la ir até 10%. É um bom motivo para não esperar pelo alerta de bateria baixa antes de recarregá-la. Deixar seu aparelho a bateria em um carro quente, ou próximo a uma fonte de calor, pode reduzir significativamente a capacidade de recuperação, ou seja, quanto de carga uma bateria esgotada pode absorver. É fácil reduzir uma autonomia de quatro horas para três horas em alguns meses se você fizer isso. Carregadores sem fio tem uma eficiência de apenas 80%, ou seja, 80% da energia que recebem da tomada é transferida para seu aparelho, e os 20% restantes são perdidos na forma de calor. Ou seja, por mais bonitos e convenientes que seham, podem acabar reduzindo a vida útil de sua bateria. Evitar o calor não significa que congelar seus gadgets ou baterias fará com que eles durem para sempre. De fato, baterias de íons de lítio não recebem carga se a temperatura ambiente estiver abaixo do ponto de congelamento. Carros elétricos e híbridos precisam manter as baterias aquecidas em climas frios. No geral, a temperatura mais confortável para sua bateria é de 15 graus Celsius. Quanto a carga ou voltagem excessivas, você está à mercê do aparelho, carregador e fabricante da bateria. Baterias de íons de lítio tem controladores de carga integrados que impedem que estes problemas ocorram. Por isso é importante evitar baterias e carregadores “piratas”. Na corrida para conseguir o menor preço possível os fabricantes destes aparelhos acabam cortando custos onde não deviam, o que resulta em controladores de carga inadequados ou simplesmente inoperantes.

Se você notar calor excessivo na bateria ou no aparelho que está sendo carregado, pare de usá-lo até descobrir o que está acontecendo. Contate o fabricante. Se a bateria pegar fogo leve-a imediatamente para um local onde não possa incendiar mais nada, se for possível fazer isso com segurança. E afaste-se, já que os subprodutos da combustão podem ser tóxicos e corrosivos. E se precisar guardar uma bateria de íons de lítio, tente armazená-la a 15 graus com cerca de 40% de carga. Isso impedirá que a bateria “adormeça” e nunca mais acorde. É por isso que ao comprar um novo gadget ele frequentemente vem com a bateria parcialmente, mas nunca completamente, carregada. No final das contas, o resumo da história é o seguinte: para aumentar a autonomia, desligue ou reduza o que puder. Para estender a vida útil de uma bateria, não deixe que ela chegue constantemente a um nível baixo demais, nem a exponha regularmente ao calor. Se precisar guardá-la, faça isso a 15 graus com 40% da carga.

Os vírus que mais causaram problemas aos internautas na história

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emali-securityNós esperamos até o computador ficar inutilizável de tão lento e estamos sempre nos desculpando pela falta de tempo para não atualizar os softwares de proteção, mas os vírus são sempre uma preocupação para os usuários.

Seja por danos à eficiência do computador, medo de perder arquivos ou ter a privacidade invadida, a geração que tornou-se dependente da informática para sobreviver está sempre atenta aos malwares. Informações da PSafe, distribuidora de antivírus gratuitos, afirmam que o medo de ter informações sigilosas acessadas, uma situação passiva de prevenção, continua sendo o principal motivo da não-aderência dos usuários aos serviços online.

Embora diariamente novos executáveis contaminados sejam criados, o combate a eles também está desenvolvendo-se mais rápido. O site Mashable reuniu os vírus que mais abalaram a rede de computadores em todos os tempos. O mais recente deles data de 2004. Será que o pior já passou?

I Love You (2000): Um simples e-mail com conteúdo romântico levava um arquivo em anexo que infectava as máquinas ao ser executado e roubava dados pessoais e de segurança. Posteriormente, repassava o malware também por e-mail com o nome do dono do PC. Na época, causou estrago em 500 mil computadores, com prejuízos de até US$ 15 bilhões no mundo.

Code Red (2001): Uma falha nos sistemas Windows NT e 2000 permitiu que esse worm invadisse cerca de um milhão de máquinas pelo mundo. Como efeito, ele conseguia derrubar diversos sites na rede e páginas importantes como a da Casa Branca sofreram com ações de hackers.

Slammer (2003): Também chamado de Sapphire, o vírus atacava hosts e conseguiu deixar milhares de conexões lentas e até derrubar algumas delas. Sistemas do Bank of America e até de números de emergência nos Estados Unidos foram gravemente afetados.

Sobig.F (2003): Causou grande estrago por ser um vírus que funcionava também como cavalo de tróia. Enviado por e-mail, o malware infectava a caixa de entrada do usuários remetendo centenas de mensagens para o mesmo usuário. O flood causava lentidão e até queda nos sistemas.

MyDoom (2004): Também enviado pelo e-mail, o MyDoom roubava toda lista de mensagens dos usuários de Outlook instantaneamente. Dados, mensagens particulares e tudo mais embutido na conta eram roubados.

Empresa apresenta modelo de disco rígido com gás hélio

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04130122319A HGST (Hitachi Global Storage Technologies), subsidiária da companhia Western Digital, anunciou o primeiro modelo de hard disk drive selado em hélio. O gás, conhecido popularmente por fazer os balões flutuarem e por deixar a voz humana com som engraçado, é um sétimo mais leve que o ar, e por essa razão traz inúmeras vantagens aos componentes computacionais.

Ao substituir o ar desses equipamentos com o gás hélio, o Ultrastar He6 reduz a turbulência da rotação dos discos, e por consequência diminui também o consumo de energia e o aquecimento do HD durante o processamento.

A resistência provocada pelo ar nos modelos atuais limita o número de pratos que podem ser empilhados dentro de uma unidade de hard drive. Hoje, os HDDs comercializados contam até com cinco pratos de disco, colocados um sobre o outro. Uma unidade selada em hélio reduz a resistência e o volume do ar e permite que os pratos sejam dispostos de forma mais próxima. Nesse modelo, é possível incluir até sete pratos em um único drive, o que aumenta a capacidade de armazenamento de dados.

Além disso, a menor resistência do hélio em relação ao ar exige menos do motor para a rotação dos pratos, o que se traduz em um menor consumo de energia para o funcionamento do HD. Com menos energia e menor atrito, o hard drive produz também menos calor e menos barulho.

Equipando data centers

Dessa maneira, o Ultrastar He6 oferece um ganho de 50% em capacidade de armazenamento por unidade, e reduz em até 23% a necessidade de energia. A HGST destina esse equipamento, inicialmente, para as grandes empresas da área de tecnologia, computação e armazenamento de dados na nuvem, com o objetivo de equipar data centers, otimizando espaço e ampliando a capacidade.

Algumas companhias já estariam interessadas nos HDs selados em hélio da Western Digital. A Hewlett-Packard considera equipar seus servidores com esse modelo. A Netflix também estaria testando esses equipamentos em sua infraestrutura de transmissão audiovisual via streaming. E até o CERN pode utilizar o Ultrastar He6 para armazenar seus dados de pesquisa.

Sua Internet pode estar lenta e a culpa é do Google DNS

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google-dnsO Google retirou o serviço de DNS do Brasil e isso pode ser o resultado do Marco Cível da Internet. O DNS funciona como um sistema que traduz endereços IP para nomes de domínios, e usar um serviço confiável e rápido, aumenta a velocidade dessa tradução. Com a descontinuidade do serviço no país, o DNS passa a responder somente nos Estados Unidos, que diminui a velocidade da rede.

O próprio Google está oferecendo o serviço Namebench, que determina qual o DNS mais rápido para a sua conexão. Baixe Namebench (disponível para Windows, Mac e Linux) e após o programa rodar o diagnóstico, configure sua conexão, tornando a tradução mais rápida em sua rede.

Google planeja vencer a morte.

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google_vencer_morteRecentemente, o Google anunciou a nova empresa de seu conglomerado: a Calico, ou California Life Company.
Como o nome sugere, o objetivo da companhia é contornar o envelhecimento e prolongar a vida.
Imortalidade parece uma meta bastante surreal.
Qual será a abordagem prática do Google?
O que as pesquisas científicas falam sobre o assunto?

A Calico foi criada para pesquisar o envelhecimento e suas doenças associadas. Em uma coletiva de imprensa, o Google disse que vai concentrar grande parte de seus esforços em condições como a doença de Alzheimer, câncer e doenças cardíacas.

E isso foi tudo que a empresa falou. Na ausência de qualquer informação concreta, muitos comentaristas têm especulado o que a Calico de fato irá fazer. Uma das sugestões é que ela coletará grandes quantidades de informação de pacientes e as analisará para ajudar a acelerar o caminho das descobertas de saúde.

Aubrey de Grey, um especialista no campo da medicina regenerativa, disse à CNN que é muito cedo para especular sobre a abordagem da Calico. “Eu acho que é vital manter em mente que não há essencialmente nenhum conhecimento sobre sua direção planejada e ênfase, e qualquer suposição de que ela vai ter uma abordagem fortemente baseada em dados não é mais que um palpite”, disse.

No entanto, ele não acha que a Calico irá limitar o seu foco para uma única doença. “As declarações de Page e Levinson [CEO da Google e da Calico, respectivamente], até agora, indicam fortemente que a ênfase não será apenas o câncer, ou mesmo apenas uma série de doenças específicas, mas o envelhecimento em si”, opina.

João Pedro de Magalhães, biólogo português que lidera o grupo Genômica Integrativa do Envelhecimento da Universidade de Liverpool (Reino Unido), concorda. “Pelo que eu li, eu não acho que a empresa vai se concentrar principalmente no câncer.
Larry Page afirma claramente que solucionar o câncer ‘não é um grande avanço quanto se poderia pensar’. Isso lembra o que os especialistas que estudam o envelhecimento vêm dizendo há algum tempo: para realmente fazer a diferença na saúde humana e na longevidade, você precisa enfrentar o processo de envelhecimento, ao invés de doenças individuais relacionadas à idade”, comenta.

Existe uma ampla gama de tecnologias e terapias que prometem a tão esperada extensão da vida. Confira algumas delas, que estão sendo pesquisadas e testadas, e podem se tornar o foco da Calico:

O Google e a Criogenia.

Criogenia é um processo onde o corpo – ou, ocasionalmente, apenas a cabeça – é suspenso em nitrogênio líquido para ser “preservado” indefinidamente.
A ideia é que, no futuro, o corpo poderá ser reanimado e trazido de volta à vida.

Antes era alvo de celebridades e multimilionários, a criogenia agora está ganhando força entre o público mais amplo. Alguns meses atrás, três funcionários sêniores da Universidade de Oxford (Reino Unido) se inscreveram para ter seus corpos congelados com duas organizações norte-americanas: o Cryonics Institute e o Alcor Life Extension Foundation.

O custo da criogenia pode variar muito. O preço mais baixo no Cryonics é declaradamente US$ 28.000 (cerca de R$ 56 mil) para criopreservação.
A Alcor cobra dos clientes até US$ 200.000 (cerca de R$ 400 mil) por serviços similares. Mas será que funciona?

O Cryonics sublinha em seu site que, por enquanto, os tratamentos são baseados em projeções de tecnologias que ainda não existem. “Acreditamos firmemente que com os avanços incríveis que estão sendo feitos em nanotecnologia e medicina, a criogenia tem o mesmo potencial para se tornar uma realidade cotidiana em um futuro não tão distante”.
Também afirma que “o objetivo da criogenia é parar o processo de morte o mais rápido possível após a morte legal, dando a futuros médicos a melhor chance possível de reviver o paciente através da reparação ou substituição de tecidos danificados, ou mesmo órgãos inteiros usando computação avançada, nanotecnologia e equipamentos e procedimentos médicos”.

Crioterapia.

Esse campo, relacionado à criogenia, ganhou fama nos esportes, com treinadores imergindo seus atletas em câmaras de crioterapia durante ou após exercícios em uma tentativa de ajudar a curar ferimentos. O time de futebol francês utilizou crioterapia durante a Taça dos Campeões Europeus em 2012, e o time de rugby do País de Gales também já testou o tratamento.

Câmaras crioterapêuticas expõem os jogadores a temperaturas muito baixas – cerca de menos 160 graus Celsius por curtos períodos de tempo.
Alguns teóricos acreditam que isso pode ajudar a acelerar a recuperação do corpo, mas outros dizem que a evidência é insatisfatória.

Telômeros e animais imortais.

Em 2012, um grupo de cientistas da Universidade de Nottingham (Reino Unido) descobriu uma espécie de verme que pode se dividir “potencialmente para sempre” e, assim, curar a si mesmo. Outra criatura “imortal” descoberta recentemente é a água-viva Turritopsis dohrnii.
Alguns pesquisadores esperam que esses achados proporcionem uma nova visão de como pode ser possível aliviar o envelhecimento em células humanas.
Nossas células-troncos envelhecem, e por isso se tornam menos capazes de substituir células especializadas nos tecidos do nosso corpo. Já nos vermes, por exemplo, as células-tronco são de alguma forma capazes de evitar esse processo de envelhecimento. Os pesquisadores acreditam que a chave para atingir isso nos humanos está na compreensão da função dos telômeros – as extremidades de um cromossomo que protegem as células contra a degradação. Eles pensam que, se encontrarmos uma maneira de preservar os telômeros, estaremos mais perto de derrotar o envelhecimento.

Clonagem e substituição de partes do corpo.

Outra importante área de investigação é a criação e substituição de órgãos. Muitas pessoas morrem devido à falência de órgãos, então não depender de doadores seria um grande passo para a medicina.
Os cientistas já implantaram com sucesso rins cultivados em laboratório, em ratos. Se a terapia puder ser replicada a um custo acessível nos seres humanos, poderia revolucionar a saúde. Os primeiros trabalhos para a criação de órgãos usando impressoras 3D produziram resultados promissores.

Nanotecnologia.

A substituição de órgãos provavelmente será apenas parte da solução, no entanto. Muitos cientistas acreditam que a longevidade através da reparação do corpo humano necessita de um enfoque mais amplo.
Alguns creem que a nanotecnologia pode ser capaz de ajudar a curar doenças.
A implantação de pequenos robôs (ou nanobots) no corpo humano pode ajudar a superar os problemas de replicação do DNA incorreta – uma das causas centrais do envelhecimento.
A pesquisa nanotecnológica é interessante, mas pode estar mais longe de encontrar uma solução para o envelhecimento do que outros tratamentos biomédicos mais tradicionais.

Cientistas criam HD que pode durar 1 milhão de anos

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hd_duravelApesar do aumento da capacidade de armazenamento, os HDs magnéticos de hoje têm vida útil relativamente curta – mantidos em condições ideais, preservam os dados por cerca de uma década. Mas pesquisadores da Universidade de Twente querem mudar esta história com um disco rígido que pode durar 1 milhão de anos, apelidado de “gigayear”.

A ideia é criar uma tecnologia que possa preservar tudo que foi produzido pela humanidade, entre músicas, livros, filmes e fotos, até o “fim dos tempos”. Para isso, os cientistas utilizam um conceito simples: todos os dados são registrados em linhas, que formam um padrão marcado – um código QR, basicamente – em um disco metálico bem fino. Ele é, por fim, coberto por uma camada protetora, que evita a corrupção das informações.

O círculo em que fica gravado o QR code é feito de tungstênio, que tem alto ponto de fusão – para derretê-lo, é preciso colocá-lo sob 3.422 graus celsius – e baixo coeficiente de dilatação. A “barreira”, por sua vez, é feito de nitreto de silício (Si3N4), que também se dilata pouco dependendo da temperatura a que é exposto. A combinação é capaz de resistir bravamente por 1 milhão de anos – ou até 1 bilhão –, de acordo com testes de envelhecimento acelerado feitos no laboratório.

Resistência – Alguns fatores, no entanto, precisam ser considerados antes de colocarmos os discos rígidos eternos no posto de “definitivos”, como bem lembrou o Technology Review, do MIT. O processo de envelhecimento é feito em um ambiente controlado, e é bem provável que os HDs “gigayear” não resistam a situações adversas – um incêndio já seria capaz de acabar com tudo que o aparelho estivesse guardando, por exemplo.

Ainda assim, os cientistas da universidade holandesa parecem estar no caminho certo. Testes realizados pela equipe colocaram os discos sob um calor de 445 graus Kelvin (cerca de 171 °C) – e os dispositivos não sofreram dano algum. Problemas foram surgir apenas nos 848 °K (574 °C), havendo perda de informações, mas sem comprometimento da estrutura em si. E a ideia dos pesquisadores é deixar os HDs “gigayear” ainda mais resistentes, de forma que todo o conteúdo já produzido pela humanidade hoje chegue intacto a civilizações do futuro.

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